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Desgaste de peças entre os itens que não podem faltar no checklist de uma manutenção automotiva

A vida útil das peças de um veículo varia conforme a forma de uso e os cuidados com a manutenção. Os pneus, por exemplo, costumam durar de três a seis anos ou entre 50 e 100 mil quilômetros. A bateria geralmente precisa ser substituída com uma média de 3 a 5 anos de uso. Já a correia dentada requer uma atenção a partir dos 100 mil e antes dos 160 mil quilômetros rodados. Outras peças automotivas que merecem atenção são as velas; o alternador; as pastilhas de freio; os discos de freio e a embreagem. Cuidados esses que se tornam cada vez mais necessários, tendo em vista que o mercado de veículos seminovos e usados movimentou 14,2 milhões de unidades no Brasil entre os meses de janeiro e setembro deste ano, segundo a Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (FENAUTO). A alta, em relação ao mesmo período do ano passado, foi de 5,4%.

A idade média dos automóveis em circulação no país chegou a 11 anos e 5 meses em 2025. No Ceará, dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) apontam que em dezembro de 2025 o estado contava com 1.402.180 automóveis com essas características, dentro de uma frota total de 4.095.525 unidades comercializadas. Para Leonardo Mendonça, especialista automotivo da LS Centro Automotivo, a manutenção adequada é fundamental para detectar possíveis problemas, preservar os componentes do carro e evitar gastos desnecessários. “Se o caso estiver no alternador, a bateria não carrega e o carro desliga. Uma pastilha de freio com problema deixa o disco exposto ao metal e o freio tende a falhar em uma emergência. Na correia dentada, se os pistões e as válvulas se chocarem, o motor é destruído na hora. A vela de ignição pode deixar o cilindro sem combustão e o motor chega a tremer e perder potência.

Outras peças que compõem um veículo também precisam ser observadas na hora da manutenção, por isso uma oficina de confiança não apenas evita gastos acima do previsto, mas também pode salvar vidas. Se o problema estiver no cilindro mestre, falta pressão hidráulica e o pedal vai ao fundo sem frear. O sensor ABS que não atende o comando, faz a roda travar na frenagem e o carro perde a direção ao frear. A junta do cabeçote é outro item que merece atenção, pois se água entra no cilindro, o motor trava. E a bomba de óleo sem lubrificação afeta o motor em poucos segundos. “Com a tecnologia presente nos veículos, a advertência que aparece no painel ajuda a identificar falhas antes de comprometer a segurança. Mas, se a luz que acende for vermelha, o veículo deve ser parado imediatamente e um reboque acionado. Outro ponto que merece igual atenção é a certificação de que as peças substituídas são originais. Do contrário, o barato pode sair caro e o condutor ainda estará alimentando o mercado ilegal e até comprando uma peça roubada”, alerta Leonardo Mendonça.

Para se ter uma ideia, entre janeiro e julho deste ano, uma média de 16 ocorrências por dia de peças roubadas foram registradas no país, totalizando 3.495 itens. “Num cenário como esse, recomendamos aos condutores que exijam a nota fiscal e a documentação de origem das peças”, reforça o especialista. Quando se fala em oficina mecânica, um componente que nem sempre é observado é o cinto de segurança. A troca, conforme ressalta Leonardo, deve ocorrer se o veículo sofreu alguma colisão e o cinto travou para proteger o ocupante, ou se há algum desgaste físico (desfiado, com dobras permanentes ou cortado) e se a fivela apresentar falhas na hora do encaixe. De acordo com a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), o risco de mortes em acidentes com o uso do cinto de segurança no banco da frente é reduzido em até 45% e no banco traseiro pode chegar a 75%.

Por conta de todos esses alertas, na hora de comprar um veículo usado, além da quilometragem, da aparência e do preço, é importante verificar o histórico de manutenção. Barulhos e vibrações fora do normal também merecem atenção, pois podem indicar falhas mecânicas. “O carro costuma dar sinais quando alguma coisa não está funcionando como deveria. Um barulho que não existia, uma vibração diferente ou até uma mudança no desgaste dos pneus são situações em que o motorista não deve simplesmente ignorar. O ideal é procurar uma oficina de confiança para entender a origem daquele sinal antes que ele evolua para um problema maior”, explica o especialista automotivo da LS Centro Automotivo.

A frequência da manutenção preventiva varia conforme o modelo e o ano de fabricação, além das condições de uso. A troca de óleo, por exemplo, deve seguir as orientações do manual do veículo, enquanto a limpeza dos bicos injetores e o alinhamento dependem das necessidades do automóvel. Já os combustíveis de maior octanagem não garantem, por si só, melhor desempenho ou menor consumo em motores projetados para gasolina comum. A atenção do condutor faz diferença na conservação do carro. Observar mudanças no funcionamento, conhecer o histórico de manutenção e buscar orientação especializada diante de sinais incomuns são atitudes que ajudam a evitar complicações. Dessa forma, a manutenção preventiva contribui para a segurança e reduz o risco de reparos mais complexos.

“Antes de autorizar qualquer serviço, o condutor pode pedir uma explicação sobre o diagnóstico e entender por que aquela intervenção é necessária. Ter clareza sobre o que precisa ser feito ajuda a tomar decisões mais conscientes e a cuidar melhor do carro”

Leonardo Mendonça (especialista automotivo)

Dicas importantes

– Troque o óleo do motor, de preferência, quando o carro estiver com o motor frio

– Se o nível do óleo do motor estiver baixo, apresentando vazamento e na cor preta e gelatinosa, já está no limite para fazer a troca e evitar prejuízos maiores

– Dificuldades em dar partida ou falhas elétricas podem ser sinal de a bateria precisa ser trocada

– Dirigir com o combustível na reserva também é perigoso. O ideal é completar o tanque de combustível sempre que ele estiver na metade e, de preferência, pela manhã

Serviço:
LS Centro Automotivo
Endereço:
Avenida Júlio Jorge Vieira, 860, Cidade dos Funcionários, Fortaleza – CE
Horário de Funcionamento: segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas; aos sábados, das 8 às 12 horas
Formas de pagamento: cartão em até 10 x sem juros e PIX, além de boletos mediante aprovação de cadastro para Pessoa Jurídica
Informações: (85) 3279-6640
Instagram: @lscentroautomotivo


Fonte: Jornalista Responsável: Luciana Franco  Mtb: 1956/CE
Foto da capa: Divulgação

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